8 de mai. de 2013

Luana Piovani Não me Representa

Loira de olhos azuis, uma carreira mais marcada por seus escândalos que seus papéis como atriz, palavras mais propagadas nas redes sociais que em seu programa de televisão e um twitter bombástico em que solta farpa em tudo e em todos como se fosse a grande juíza da moral, bons costumes e todos esses blá, blá, blás deturpados que hoje são comuns em uma sociedade cada vez mais vazia.
Mas não é por isso que ela não me representa, mas por ser, antes de tudo, uma mulher que vende o padrão de beleza que massacra cada dia mais as que não se encaixam nele.
E é nesse momento que ela passa a não me representar (não que represente em outros), porque detesto qualquer tipo de caixa em que tentam nos colocar, porque sou contra essa ditadura da beleza (meio clichê essa expressão) que renega cabelos crespos, corpos curvilíneos, estatura mediana e mais uma infinidade de detalhes que fazem de muitas mulheres a contra mão do que é dito bonito, apesar de serem lindas de doer.
Não é por ser ela ser apresentadora do Superbonita, mas por ser
apresentadora do Superbonita e se negar a falar do que não é padrão, do que não escraviza, do que não está nas capas de revista, se nega a falar do que não dá a audiência alienada que os canais de televisão infelizmente insistem em vender, se nega a ser mulher com o que de melhor essa palavra tem para oferecer.
Não a julgo por seus escândalos, não a julgo por sua prepotência, não a julgo por julgar quem faz exatamente como ela, enfim, a personagem Luana Piovani não mexe e nem nunca mexeu comigo, até agora, quando a vejo vender a escravidão que mata, tortura e mutila várias mulheres diariamente, nesse momento, ela se torna uma inimiga e passa a não me representar como certos pastores que como ela só discursam o ódio.
Aqui texto que inspirou esse meu desabafo.

Um comentário: