15 de ago. de 2013

Um pouco desse meu amor por livros

Sou formada em Belas Artes e pós-graduada em História da Arte, lápis sempre foi a minha maior paixão, lápis para desenhar e para escrever. Desenhava nas folhas que vinham no interior dos maços de cigarro, fazia modelos de roupas vitorianas e casinhas com a fumaça saindo da chaminé. Demorei a aprender a ler, foi uma tortura juntar as letras e formar palavras com elas, só consegui quando me disseram que era como desenhar, traços juntos criando formas. Fui alfabetizada lendo As Aventuras da Zazá, mas o primeiro livro que quis ler foi Pinóquio do Carlo Collodi, entretanto o primeiro que me marcou foi O Menino do Dedo Verde do Maurice Druon. Li vários da coleção Vaga-lume no período de escola, o Escaravelho do Diabo da Lúcia Machado de Almeida foi o que mais gostei e misturado a ele li Cristiane F. 13 anos, Drogada e Prostituída. Minhas primeiras aquisições foram biografias, a do Cazuza, Só as Mães São Felizes e de uma jovem chamada Luciana Scotti, Sem Asas ao Amanhecer.
E nessa trilha devorei Manuel Bandeira, Bruna Lombardi, Cecília Meireles, Adélia Prado, Raduan Nassar, Ligia Fagundes Teles, Nelson Rodrigues, Guimarães Rosa e a literatura brasileira se tornou uma obsessão. Só anos mais tarde que me permiti ler autores espanhóis, portugueses, franceses, americanos e ingleses como Federico Garcia Lorca, Florbela Espanca, Honoré de Balzac, Stephen King e Virginia Woolf. E por esses citados fica claro que não tenho preferências, gosto das letras, das histórias contadas, gosto da companhia envolvente de um bom livro. Posso me aventurar em literaturas nada convencionais como Zonas Úmidas da Charlotte Roche, as ditas “literaturas para garotas” da Maryan Keyes até o extraordinário Travessuras da Menina Má do Mario Vargas Llosa.
O que me importa é ter uma história para contar, e se vai me envolver como Rum: Memórias de Um Jornalista Bêbado do Conrad Thompson foi capaz de fazer, que seja bem vindo. Não baixo livros, gosto da capa, das páginas, de folhear, sentir o cheiro do papel, sou uma amante a moda antiga, apaixonada e fiel. Já amei Paulo Coelho quando mais nova, hoje percebo não ter mais paciência para a literatura que dita regras para a vida, que nos coloca todos no mesmo saco dizendo que há fórmula secreta para a felicidade, odeio pensar que somos tão tolos e limitados assim. Tenho recentemente o desejo de colecionar quadrinhos eróticos. Compro livros pelo prazer de sentir o cheiro deles, a alegria de desembrulhar o pacote e a satisfação de uma biblioteca particular, eu não compro pela moda, ou para parecer "inteligente", eu compro livros para ter a excelente companhia de deliciosas história mas, principalmente, para preencher minha vida com letras e personagens.

2 comentários:

  1. Olá, olá! Dona Elvira compartilhou o link de seu post e vim dar uma espiada. Cara, você gosta de macarrão! hahaha E como vários escritores que você já leu também já foram lidos por mim, já a considero quase como a uma comadre. (?) E apesar disso tudo eu paro aqui para defender os livros digitais. Sim, eu defendo os e-books. Não como uma substituição dos livros físicos, porque seria imperdoável, mas como complemento. Se você já passou pela experiência de comprar um livro caro e se decepcionar muito com ele, você pode compreender a ajuda que um e-book dá. Há aqueles livros antigos também que quase não encontramos por aí e que disponíveis em pdf te proporcionam a experiência. Não descarte a possibilidade de ler um e-book, por favor. Muito menos pare de amar de forma tão bonito os livros e seus perfumes. (:

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  2. Ei Jaque, quem sabe um dia eu me renda, afinal, livros as vezes são complicados de serem carregados na bolsa não é mesmo?

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