11 de set. de 2014

Eu quero te fazer um laço

Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega.
 Tenho um tempo próprio para lamber minhas feridas e brindar minhas conquistas.
Dou gargalhadas, converso com o olhar, bebo cerveja, não leio entrelinhas e cozinho pela intuição de misturar sabores.
Não gosto de café morno, de conversa arrastada e nem de comida sem pimenta.
Detesto quem sorri sem mostrar os dentes, adoro gente que olha nos olhos e não teme se expor. Tenho muitos livros, séries de tv prediletas, me perco por quem gosta de conversar sobre tudo.
Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante.
E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida.
 Sou controladora, lenta para tomar decisões, porque quando sigo, não volto, não olho para trás.
A minha fé é de bruxa, sou filha de Yansã.
Me agarro no meu sentir porque, no fundo, são meus sentimentos que me governam.
Beijo de olhos fechados, abraço com o corpo todo e gosto intensamente.
Amizade é a pedra fundamental da minha construção.
Esse mesmo coração que me guia, que não quer grades nem cobranças, que adora andar de mãos dadas e fazer planos às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?
Não me pergunte aonde vou, sou fácil de ler, danço qualquer música, mas não me deixe solta demais, o descaso me faz fria.
Me deixe ser, assim, exatamente como eu sou, meio gata, meio gente, uma mulher que é menina. Desconfiada. Independente.
Vermelha.

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