Estou na página 115 do livro Cinquenta Tons de Cinza da E.L. James e posso dizer do que li até aqui, linguagem simplória, repetitiva, é uma pena imensa a personagem principal Anastasia ser virgem e totalmente casta até conhecer o Sr. Grey, porque tudo, tudo para ela é tão novo, tão nunca experimentado que faz a personagem ser digna de pena em alguns momentos.
A minha veia feminista berrando por ler uma personagem descrita por uma mulher tão rasa, com amor próprio tão inexistente e uma necessidade tão absurda de ser amada mesmo que por um cara tão cretino que a única coisa boa que se consegue falar dele é que é absurdamente rico (isso é de fato uma qualidade???).
Quem já leu Anaïs Nin, Manuel Bandeira, Sade, Bruna Lombardi, Adélia Prado, já viu os quadrinhos eróticos de Milo Manara vai achar que as primeiras descrições de sexo do livro foram retiradas da novelinha Sabrina (é, exatamente aqueles livros que nossas avós liam).
Vamos ver se a coisa esquenta, se a história se desenvolve ou se não passa de pornografia dos contos eróticos do tempo do chacrinha, em que as palavras vagina, clitóris e "membro duro" faziam a jovens corarem (o erotismo é mais que isso).
4 de ago. de 2012
2 de ago. de 2012
Kahlo
Gosto dela como gosto de girassóis, nenhum dos dois precisa ser perfeito e dentro dos padrões estabelecidos para serem lindamente apaixonantes.
30 de jul. de 2012
26 de jun. de 2012
Sendo...
Queria que os meus sentimentos não berrassem, queria ser menos ciumenta com livros, amigos, noiva, meu gato e avó. Queria ser doce, paciente, menos passional, queria, queria e queria tanto que essa minha intensidade fosse menor. Mas sou assim, verdadeiramente, assim. E me adoro, mesmo errando como uma louca, amando como uma louca, quebrando copos e pessoas, eu me adoro e não me devolveria para loja pedindo "ajusta que está demais". E quem está no meu ninho e deu conta de comer meio quilo de sal comigo sabe que vale a pena ralar os joelhos, o meu melhor é imensamente melhor que o meu pior do meu pior.
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