Estou na página 115 do livro Cinquenta Tons de Cinza da E.L. James e posso dizer do que li até aqui, linguagem simplória, repetitiva, é uma pena imensa a personagem principal Anastasia ser virgem e totalmente casta até conhecer o Sr. Grey, porque tudo, tudo para ela é tão novo, tão nunca experimentado que faz a personagem ser digna de pena em alguns momentos.
A minha veia feminista berrando por ler uma personagem descrita por uma mulher tão rasa, com amor próprio tão inexistente e uma necessidade tão absurda de ser amada mesmo que por um cara tão cretino que a única coisa boa que se consegue falar dele é que é absurdamente rico (isso é de fato uma qualidade???).
Quem já leu Anaïs Nin, Manuel Bandeira, Sade, Bruna Lombardi, Adélia Prado, já viu os quadrinhos eróticos de Milo Manara vai achar que as primeiras descrições de sexo do livro foram retiradas da novelinha Sabrina (é, exatamente aqueles livros que nossas avós liam).
Vamos ver se a coisa esquenta, se a história se desenvolve ou se não passa de pornografia dos contos eróticos do tempo do chacrinha, em que as palavras vagina, clitóris e "membro duro" faziam a jovens corarem (o erotismo é mais que isso).

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