11 de ago. de 2012

Impressões finais Cinquenta Tons de Nada, ops! Cinza

Já escrevi sobre as minhas primeiras impressões do livro Cinquenta Tons de Cinza da E L James.
Dali para frente não mudou muita coisa, só alguns pontos ficaram muito evidentes.
Primeiro, que jovem de 22 anos tem uma "deusa interior"???
Sério, isso parece resultado de alguma terapia para mulheres pós menopausa (bem machista e ridícula por sinal) que precisam se reconectar com sua "deusa interior" para entender que não menstruar mais não as fará menos mulher, sei lá, algo nesse gênero auto-ajuda, bem fraquinho e sem noção, para justificar uma personagem frágil ao extremo, ingênua, totalmente virgem e desesperada para ser amada.
Segundo, o Sr. Grey tem seus segredos, seus limites, é podre de rico, é abusivo, controlador, é chocante de tão lindo, é obsessivo, é aberto ao diálogo, é cruel, muito sincero quanto ao seu desejo de dominação, de surrar e viver com intensidade a sua sexualidade mesmo que para isso tenha que ser um idiota completo, então, o mocinho-vilão do livro é uma mistura de tudo que devemos evitar com tudo que as jovens donzelas sonham encontrar, forçação de barra total.
Anastasia aceita desde o primeiro momento fazer parte desse jogo de poder (a virgem que só tinha beijado duas pessoas na vida!!!) e melhor, ela goza, goza muito todas as vezes que transam, todas as vezes que ele a amarra, manda se ajoelhar, colocar as mãos para cima e enfim, o sexo para ela é puro prazer e descobertas, algo que sabemos não ser tão simples, porque o sexo para ser bom não depende apenas do outro ser incrível nesse quesito, e a coitada da Anastasia é completamente perdida e sem um pingo de amor próprio.
Não entendo porque tanta comoção diante de um livro que tem uma história de amor que o Nicholas Sparks escreveu melhor (digo isso não porque ele seja um grande escritor), com cenas de sexo que Anaïs Nin descreveu melhor (fato), não entendo o que tem de polêmico em Cinquenta Tons de Cinza que não tenha em O Cortiço do Aluísio Azevedo escrito um século antes.
Enfim, se for a vontade dele dar "uns tapas, correadas, chicotas" nela pelo simples prazer da dominação, quem está tão alvoraçado nunca ouviu um funk carioca em que se fazem muito mais coisas com o coro gemendo ao fundo.
Deixo só um alerta preocupado com essa sociedade em que vivemos, onde erotismo mal escrito em uma história de amor mal contada é visto com tanto alvoroço, isso sim é um caso a se pensar.
E ah!!! porque eu coloquei as imagem dos outros livros  da Trilogia (kkkkk) já que só falo do primeiro??? É só para deixar claro que NÃO IREI PERDER MEU TEMPO LENDO A CONTINUAÇÃO DE TANTO BLÁ, BLÁ, BLÁ.

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