

Eu não me sinto representada pelo Marcos Feliciano, e acredito que a maioria que não se sente, não é pelo fato de ele ser pastor evangélico, e sim pelo desprezo que ele, com suas palavras e atitudes, demonstra ter contra os seres humanos que não se encaixam em seus padrões racistas, sexistas e homofóbicos.
A bancada evangélica hoje se une para defendê-lo não por acreditar no que ele representa como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, e sim para mostrar ter o mesmo poder religioso, intolerante e egocêntrico que os líderes católicos mostraram ter nos anos terríveis da inquisição.
Me enoja ver gays serem chamados de gayzistas por hoje não aceitarem se calar diante de tanto ódio, da mesma forma que mulheres já foram, e são, chamadas e tratadas como "inhas" por desejarem igualdade de direitos, negros já foram, e são, tratados como bandidos por não aceitarem mais a chibata, enfim, não dá mais para tratarmos como uma questão religiosa algo que é político.
Eu não aceitaria nem que Morgana (bruxa de Avalon) falasse metade do que esse senhor diz, pois ali, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias ele deve ser um representante político, com tratamento igualitário para com todos nós e não um pastor guiando ovelhas, isso ele já faz na sua igreja, com aqueles que o escolheram, dentro da sua liberdade de culto, seguir o que ele diz, da forma que ele diz e como ele diz.
Feliciano não me representa por sua postura política e ponto.
O fato dele ser pastor evangélico não me tocaria em nada se ele soubesse separar as coisas, mas como está sendo cada vez mais recorrente nesse país que está ruindo, tudo está se misturando, virando bagunça.
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