28 de jul. de 2019

O rendado do tempo

Maria Bethânia tem uma música em que ela canta "o mais importante do bordado é o avesso. O mais importante em mim é o que eu não conheço..."


26 de jul. de 2019

Atirei uma pedra na sua janela

"É mágoa
Já vou dizendo de antemão
Se eu encontrar com você
Tô com três pedras na mão
Eu só queria distância da nossa distância
Saí por aí procurando uma contramão
Acabei chegando na sua rua
Na dúvida qual era a sua janela
Lembrei que era pra cada um ficar na sua
Mas é que até a minha solidão tava na dela

Atirei uma pedra na sua janela
E logo correndo me arrependi
Foi o medo de te acertar
Mas era pra te acertar
E disso eu quase me esqueci
Atirei outra pedra na sua janela
Uma que não fez o menor ruído
Não quebrou, não rachou, não deu em nada
E eu pensei: talvez você tenha me esquecido

Eu só não consegui foi te acertar o coração
Porque eu já era o alvo de tanto que eu tinha sofrido
Aí nem precisava mais de pedra
Minha raiva quase transpassa a espessura do seu vidro
É mágoa
O que eu choro é água com sal
Se der um vento é maremoto
Se eu for embora não sou mais eu
Água de torneira não volta
E eu vou embora
Adeus"
Ana Carolina, cantando é Mágoa, tudo que meu coração está berrando nesse momento...e eu odeio estar tão machucada assim por coisas que nem sei o que são...

24 de jul. de 2019

Quem sou de acordo com os astros

Meu Mapa Astral
  • Vênus na Casa 7 
  • Sol na Casa 8 
  • Saturno na Casa 8 
  • Plutão na Casa 8 Próximo à Casa 9 
  • Mercúrio na Casa 8 
  • Júpiter na Casa 9 
  • Marte na Casa 10 
  • Lua na Casa 10 
  • Urano na Casa 10 
  • Netuno na Casa 10


"Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta
Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
Você quer me biografar
Mas não quer saber do fim
Mas se vai
Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei
Vai sem duvidar
Mas se ainda faz sentindo, vem
Até se for bem no final
Será mais lindo
Como a canção que um dia fiz
Pra te brindar
Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei
Você só me fez mudar

Mas depois mudou de mim"
Gram - Você pode ir na janela 

11 de set. de 2014

Eu quero te fazer um laço

Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega.
 Tenho um tempo próprio para lamber minhas feridas e brindar minhas conquistas.
Dou gargalhadas, converso com o olhar, bebo cerveja, não leio entrelinhas e cozinho pela intuição de misturar sabores.
Não gosto de café morno, de conversa arrastada e nem de comida sem pimenta.
Detesto quem sorri sem mostrar os dentes, adoro gente que olha nos olhos e não teme se expor. Tenho muitos livros, séries de tv prediletas, me perco por quem gosta de conversar sobre tudo.
Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante.
E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida.
 Sou controladora, lenta para tomar decisões, porque quando sigo, não volto, não olho para trás.
A minha fé é de bruxa, sou filha de Yansã.
Me agarro no meu sentir porque, no fundo, são meus sentimentos que me governam.
Beijo de olhos fechados, abraço com o corpo todo e gosto intensamente.
Amizade é a pedra fundamental da minha construção.
Esse mesmo coração que me guia, que não quer grades nem cobranças, que adora andar de mãos dadas e fazer planos às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?
Não me pergunte aonde vou, sou fácil de ler, danço qualquer música, mas não me deixe solta demais, o descaso me faz fria.
Me deixe ser, assim, exatamente como eu sou, meio gata, meio gente, uma mulher que é menina. Desconfiada. Independente.
Vermelha.

25 de ago. de 2014

Na dança dos signos as 12 amigas

"...foi o abraço mais importante que recebi quando a dor me sufocou, ela com sua imensa capacidade de amar ultrapassou obstáculos para me carregar no colo e me mostrar o valor que tenho."
Para ler mais vá ao Parada Lésbica.

21 de ago. de 2014

Vermelho é minha cor predileta

Eu ainda não sei responder se ainda acredito ou não...por isso eu prefiro dizer que sim, adoro dançar sozinha, beber cerveja gelada, enlouquecer com meus amigos, fazer piada com a minha avó, ver minha mãe sorrindo e falar de futebol com meu irmão... eu ainda desejo intensamente até esquecer com facilidade, eu gosto de ter conversas imaginárias, de comer sushi, beber café amargo, olhar minha estante, ter um livro para amar... adoro beijar na boca por horas, seguir em frente, ter fé na vida e no bom humor...dessas coisas tenho certeza, as outras eu deixarei que o tempo me diga, sem pressa, sem dor, sem me cobrar demais.

3 de mai. de 2014

Libra: O Vício por apaixonar-se

"Assim ela experimentou o amor longe do romantismo do "para sempre", ela compreendeu que usar, mentir e trair são parte desse jogo desesperado por um amor que só existe nos filmes da Sessão da Tarde. Foi traindo Bianca na cama sempre desarrumada de Lili, que Camila enxergou que ela precisava resgatar a relação consigo mesma, que enquanto ela não entendesse seus limites, que enquanto ela não soubesse quais eram seus sonhos reais, enquanto ela não enfrentasse o monstro do medo de não estar sempre apaixonada e envolvida com alguma mulher, ela iria continuar se perdendo, se machucando e se tornando cada vez mais vazia. 
Só que a teoria é sempre muito fácil, quebrar correntes, deixar velhos hábitos, encarar seu rosto no espelho, essas coisas todas são uma guerra construída por pequenas batalhas diárias, batalhas essas em que é impossível vencer todas, ainda mais para uma mulher regida por Vênus, que adora o sabor de estar apaixonada, que se acostumou em sempre estar ocupada com sentimentos e seduções."
Gostou??

30 de mar. de 2014

Enimara...

...não tenho nenhuma foto nossa para ilustrar essas palavras.
Você que por pouco, porem significativo, tempo foi uma amiga querida.
Amiga essa que preencheu a caixa de correio da minha casa com cartas que cheiravam a chá de vinho quente, com uma letrinha bordada no envelope, com textos que vinham repletos em confidências e sonhos.
Cartas imensas, cheias de adesivos, de presentinhos, de uma inocência que só agora entendo que era de uma mulher que nunca deixou de ser menina, de uma menina que foi feita mulher antes da hora...
Nossas caixas de emails também viviam lotadas com fotos, vídeos, músicas e desabafos.
Foram meses muito especiais.
Lembra que assim que nos conhecemos você me pediu uma tatuagem para cobrir as estrias das duas primeiras gestações e quando, finalmente, ficou pronta a arte o seu terceiro bebê já está a caminho?
Enquanto durou foi muito forte o que tivemos, mesmo que por instantes.
Nossa amizade foi interrompida porque eu não soube lidar com um relacionamento a distância, era muita intimidade, dependência e saudades de alguém que eu nunca tinha visto.
Aprendi quando nos perdemos de um jeito tão triste, que eu precisava entender melhor meus limites, ser menos reativa e respeitar que isso de grupo, de distância, de palavras ditas apenas através de cartas e emails era algo que eu não desejava para mim, é um risco que eu não sei correr.
E essa compreensão fez de mim uma pessoa melhor.
Quando recebi a notícia da sua morte, pensei primeiro nos seus filhos, depois no abraço que nunca demos, pensei como alguém tão repleta de personalidade podia simplesmente ir embora de uma forma tão violenta e cruel.
Não consegui chorar Eni, na verdade eu te xinguei.
Você me ensinou muito, preencheu lacunas que antes eu desconhecia, me mostrou o tanto que somos frágeis, nós todas, imperfeitas, tolas, incapazes, sonhadoras, solitárias, adoráveis...
Eu já não a tinha mais na minha vida, eu já não recebia suas cartas, eu já não escrevia emails para você, nós já havíamos rompido e seguido nossas vidas, o arrependimento que senti pelos erros que cometi já havia dado lugar a compreensão das nossas diferenças.
Seguimos nossas estradas, as cartas que me escreveu foram todas rasgadas, os livros doados, os emails apagados e as lições aprendidas.
Eu não pensava mais em você e adoraria continuar não pensando se isso significasse que está viva, linda, forte, saudável, criando seus filhos, brincando com os seus gatos, lendo seus livros, escrevendo para o blog, estudando, ouvindo rock e realizando seus sonhos.
Com essas lágrimas que correm livres pelo meu rosto te confesso que tudo que desejei desde a notícia da sua partida é que a certeza que sentiu ao tirar sua vida tivesse se tornado uma dúvida, para eu não estar aqui com essa saudade das coisas que guardei no fundo da gaveta das minhas lembranças mais pessoais.
Irei pedir todos os dias aos espíritos de luz por você, para que o desespero que te fez partir seja abrandado, para que sua alma encontre consolo e que você enfim entenda o imenso valor que tem.
Enimara, cheguei a achar que eu não tinha o direito de sofrer a sua partida, entretanto defendo que mesmo que o amor tenha mudado, ou até mesmo acabado, não significa que ele não mereça ser recordado.

Siga em paz.



12 de fev. de 2014

Por menos cartazes e mais atitudes

(...) Aquele problema, também não era meu, se eu levar em consideração que não era o meu nome nas intimações, mas era problema de alguém que me pediu ajuda, que tinha o descritivo do alvo tema da minha luta “mulher, pobre, lésbica...”, não tinha o mínimo sentido não ajudá-la, como cidadã, como feminista, como mulher e como alguém que acredita no poder da solidariedade.
E foi com tristeza que vi no decorrer de uma estrada muitas ditas “feministas”, defensoras das mulheres lésbicas, bissexuais, negras e blá, que receberam prêmios por sua contribuição a causa, se negando a ajudar uma companheira, dizendo serem partidárias de uma militância inteligente e equilibrada, enquanto deliberadamente ignoravam o pedido de socorro de uma mulher que precisava de apoio.
Percebi então que não adiantam os cartazes, palavras de ordem, corpos pintados e etc..., se as pessoas que os fazem não acreditam em nada do que gritam, fora apenas, é claro, as palavras de impacto e fotos de punho levantado nas redes sociais.
Aquela frase quase clichê “seja você a mudança que quer ver no mundo” é de fato mais importante que qualquer abaixo assinado, que qualquer passeata, que qualquer ato público, porque é na intimidade das nossas ações que fazemos diferença, é na coragem de dar a cara para bater por alguém real, que está sofrendo problemas reais, que precisa de nós sem máscaras, que contribuímos com a evolução que tanto desejamos.
Ainda me embrulha o estômago ao lembrar da omissão, do descaso, da covardia, do oportunismo e do cinismo de tantas que vêem na luta por igualdade apenas um degrau para ganhar dinheiro de convênios, para conseguir votos nas eleições para vereadora, para conseguir emprego em sindicatos, enfim, para fazer exatamente aquilo que tanto julgam os outros por fazerem. Nessa estrada, aprendi que é melhor agir que gritar.
E vendo a morte desse cinegrafista percebi que estamos tão preocupados com o outro que paramos de olhar a maneira com que agimos, uma vez que acredito que aquele manifestante não tinha intenção de morte, ele apenas se perdeu na ideia de “fazer revolução”.
Como as pessoas que amarraram o menor em um poste e arrancaram sua orelha se perderam na ideia de fazer justiça. (...)
O texto integral você encontra no Elas são Doze, no site Parada Lésbica.

3 de dez. de 2013

Se Eu Fechar os Olhos Agora - Edney Silvestre

Estava passeando em uma livraria quando vi esse livro, Se Eu Fechar os Olhos Agora do Edney Silvestre, gostei do título, gostei da capa com aquela escadaria e alguém andando de bicicleta, gostei do que era descrito na orelha e decidi comprar.
Não cheguei a olhar a segunda orelha, não vi a foto do autor. Foi com surpresa que descobri que se tratava de um jornalista conhecido, que cobriu vários fatos históricos e trabalhava em uma emissora famosa.
Uma narrativa leve, envolvente, que nos leva para o interior do Brasil, no ano em que o Iuri Gagárin disse que a terra era azul.
O corpo de uma mulher é encontrado por dois garotos, garotos esses que possuem realidades distintas mas que estão unidos por uma amizade sincera e especial.
E a morte cruel dessa mulher fará com que esses garotos se envolvam em uma investigação para descobrir quem a matou.
Parece ser um livro como vários não é mesmo? Mas não é!
A inocência entrelaçada na violência sem pudor de um crime cometido com ódio, nos fazem dançar entre as brincadeiras, devaneios, descobertas, desilusões, medos, sonhos e certezas desses meninos, é quase uma poesia cada página desse livro.
Nos surpreendemos quando em um dado momento da narrativa deixamos de querer saber quem matou e sim porque matou, porque algo tão cruel foi cometido contra aquela mulher.
É um livro humano, que nos revolta, que nos arranca lágrimas e nos faz dar gargalhadas.
Indico Se Eu Fechar os Olhos Agora para quem gosta de um livro sem grandes pretensões, que tem como única intenção contar uma triste e linda história através dos olhos de dois meninos.

9 de nov. de 2013

Dualidade dos Signos e Tereza Brant

"Insisto na importância de falar, esgotar os argumentos, ouvir essas diversas histórias, é preciso dar espaço para esse leque imenso de possibilidades que é a sexualidade humana, que faz lésbicas que preferem penetração a sexo oral, que faz bissexuais que não têm a debatida “preferência por um sexo”, que faz assexuados, que faz pansexuais, que faz homens heterossexuais que adoram sexo anal, enfim, para essa liberdade de ser sem ter que carregar um rótulo, uma etiqueta ou um código de barras." 
Se gostaram, segue o link para continuarem lendo:
http://paradalesbica.com.br/2013/10/a-dualidade-nos-signos-e-tereza-brant/
E antes que muitos que não gostam da personagem Tereza Brant comecem a torcer o nariz, digo, não se trata dela e sim de tod@s nós.

16 de out. de 2013

Feliz Ano Novo - Rubem Fonseca

Feliz Ano Novo do Rubem Fonseca foi considerado um livro subversivo, um ano após o seu lançamento foi censurado no Brasil da Ditadura Militar, entretanto, já havia vendido mais de 30 mil exemplares.
A linguagem usada nesse livro é crua, erótica e grosseira. Rubem Fonseca não explora descrições de ambientes e perfis psicológicos dos seus personagens, ele é direto.
Essa obra é visceral e por isso, encantadora.
Devorei cada um dos contos que fazem esse livro desconcertante e hipnótico, eu passei por diversas sensações enquanto lia, fiquei chocada, enojada, curiosa e ainda consegui dar muitas gargalhadas.
Irei discorrer sobre os dois contos que mais me marcaram e fizeram com que eu tivesse reações quase opostas durante a sua leitura.
Corações Solitários, é a narração de um ex repórter policial que vai trabalhar na redação de um jornal voltado para o público feminino.
A forma que o conto a é construído, misturando as perguntas e respostas elaboradas pelo jornalista e a realidade, me fizeram gargalhar alto.
Dos contos esse é o mais divertido, porque nos permite relaxar diante do humor ácido que é peculiar a Rubem Fonseca.
Nele temos as dores humanas desnudadas, temos a solidão típica de seus personagens, mas o jogo de palavras feito por ele deixa tudo mais leve, se é possível falar de leveza quando o assunto é Rubem Fonseca. “Dr. Nathanael Lessa. Meu marido morreu e me deixou uma pensão muito pequena, mas o que me preocupa é estar só, aos cinqüenta e cinco anos de idade. Pobre, feia, velha e morando longe, tenho medo do que me espera. Solitária de Santa Cruz. Resposta: Grave isto em seu coração, Solitária de Santa Cruz: nem dinheiro, nem beleza, nem mocidade, nem um bom endereço dão felicidade. Quantos jovens ricos e belos se matam ou se perdem nos horrores do vício? A felicidade está dentro de nós, em nossos corações. Se formos justos e bons, encontraremos a felicidade. Seja boa, seja justa, ame o próximo como a si mesma, sorria para o tesoureiro do INPS, quando for receber a sua pensão.”
Feliz Ano Novo chegou a me deixar nauseada, a violência cruel descrita por ele, os estupros, assassinatos, a falta de remorso dos personagens deixa todo o conto com uma sensação indigesta.
Ele não é apenas a narração de um assalto, é como se os personagens estivessem se preparando para uma revolução, para tomar o mundo e fazer dele o que bem entendessem.
“Fiquei puto e dei uma dentada, arrancando o dedo dela. Enfiei tudo dentro de uma fronha. O quarto da gordinha tinha as paredes forradas de couro. A banheira era um buraco quadrado grande de mármore branco, enfiado no chão. A parede toda de espelhos. Tudo perfumado. Voltei para o quarto, empurrei a gordinha para o chão, arrumei a colcha de cetim da cama com cuidado, ela ficou lisinha, brilhando. Tirei as calças e caguei em cima da colcha. Foi um alívio, muito legal. Depois limpei o cu na colcha, botei as calças e desci.”
Recomendo Rubem Fonseca para todos que não temem fortes emoções e que são livres de preconceitos. Ele é um autor que irá te chocar e te fazer se apaixonar por ele com a mesma intensidade.

13 de out. de 2013

Termômetro

O termômetro de um casal passa pelo sexo e pelo humor, que são a capacidade de rirem juntas e de se tocarem. (papo com uma amiga que rendeu frases que valem ser compartilhadas)

29 de set. de 2013

Teste: De Leitor a Adicto Literário, onde você se encaixa?

Esse é um teste que fiz baseado um pouco em mim,um pouco nas pessoas próximas, nas redes sociais e blogs de literatura
Fui montando as perguntas de acordo com a minha percepção de alguns leitores que tenho a chance de ver comprando, lendo, comentando, "garimpando".

1-Com que frequência você entra em lojas virtuais e livrarias para ver os lançamentos e promoções literárias?

a) Praticamente todos os dias, e se passo por perto de uma livraria dou sempre uma olhadinha.
b) Uma vez por semana, para pesquisar títulos que me interessam.
c) Apenas quando estou interessada(o) em comprar algum título.
d) Praticamente nunca.

 2-Quantos livros têm na sua estante?

a) Perdi as contas, mas com toda a certeza mais de 100.
b) Por volta de 60 livros.
c) Não tenho estante, mas tenho um espaço dedicado aos livros que gosto.
d) Não tenho estante, os livros que li até hoje foram para estudos, trabalho, emprestados de bibliotecas ou amigos.

3- Você tem livros repetidos? mesmo que com capas, idiomas ou anos de edição diferentes?

a) Sim, algumas obras e autores são tão incríveis que não é apenas o prazer de lê-las que me atrai.
b) Sim, foram adquiridos porque o segundo era mais bonito ou em um idioma mais atraente que o anterior.
c) Sim, mas foi puramente acidental e assim que tiver uma oportunidade darei de presente a alguém ou farei a troca por outro.
d) Não.

4- Quando você lê a resenha de um livro que considera muito interessante:

a) Logo compro um exemplar dele, faço pesquisas sobre o gênio que escreveu aquela obra e começo a planejar a compra dos próximos livros escritos pela(o) escritor(a), o que gera uma certa ansiedade em mim, confesso que posso até me tornar meio obcecada(o) ser for muito bom.
b) Passo a considerar aquele gênero literário, pesquiso um pouco sobre a autor(a), leio sobre outras obras dela(e) e assim que tenho alguma oportunidade arrisco a compra.
c) Fico feliz por ter descoberto algo novo e anoto na minha lista de desejos.
d) Posso até ir ver se há um exemplar na biblioteca, mas não me foco demais nisso.

5- Na sua bolsa, mochila, pasta, gaveta do trabalho:

a) Tem sempre um livro ou dois, me sinto nu(a) sem um livro por perto.
b) Tem um livro, principalmente para ler no trânsito.
c) Tem um livro ou uma revista para me distrair quando necessário.
d) Raramente carrego livros, são muito pesados.

6- Seus amigos:

a) Colecionam livros, lêem muito e ou gostam de falar sobre o tema.
b) A maioria gosta de ler e alguns compram livros.
c) Me acham meio maluca(o) por comprar livros, porem gostam de conversar a respeito, principalmente, dos que foram adaptados para o cinema
d) A maioria se interessa mais por música e cinema do que por livros

7- Dentre seus sonhos de consumo:

a) Sempre há livros.
b) Às vezes incluem livros.
c) Raramente há um livro.
d) Nunca há livros.

8- O que é caro e por isso é seu limite de compras (mesmo que já o tenha ultrapassado alguma vez):

a) Um livro de R$120,00
b) Um livro de R$80,00
c) Um livro de R$30,00
d) Livros são caros

9- Você já estourou seu limite do cartão de crédito ou deixou de comprar alguma coisa para comprar um livro?

a) Sim, mais de uma vez aconteceram as duas coisas.
b) Sim, mas apenas estourei o limite do cartão.
c) Sim, deixei de comprar alguma coisa para comprar uma edição rara ou esteticamente interessante, o que foi uma exceção a regra, pois sou controlada(o).
d) Não.

10- Os livros que leio:

a) A maioria são meus, poucos emprestados.
b) Alguns são meus e alguns são emprestados.
c) A maioria é emprestado e poucos são meus.
d) Emprestados, os raros que comprei foi por não ter tido outra alternativa.

Resultado: 

Some 5 pontos para cada a
Some 3 pontos para cada b
Some 2 pontos para cada c
Some 1 ponto para cada d

10 a 19 Leitor (a) de livros 
Você não tem preguiça de ler, quando é necessário lê todo um livro sem reclamar muito, mas não é um pessoa que diz “eu gosto de ler”, sua frase está mais para “eu leio quando necessário”. Seus interesses são outros, mas isso não te impede de ler um blog sobre literatura ou até mesmo procurar saber “que livro é
esse que as pessoas estão dizendo que vai ser adaptado para o cinema?” Acha interessante aqueles que compram livros, mas acha exagero gastar dinheiro com algo que você pode pegar emprestado em uma biblioteca ou com alguém. Se puxar pela memória talvez nunca tenha entrado em um sebo, ido a uma bienal ou livraria, se foi, possivelmente foi para comprar um presente ou acompanhar alguém.
É uma pessoa que vê na literatura uma fonte de aprendizado, portanto a maioria dos livros que leu foi técnico ou por indicação de alguém que você confia no gosto. É um leitor, não irá ter livros por perto, mas não negará a assistir alguma adaptação para o cinema, é claro, desde que o tema te interesse.
Dica: leia, mesmo que seja um livro por mês, leia!

20 a 29 Gosta de Livros 
.Para você ler é uma boa forma de passar o tempo, assim como ler um jornal, uma revista, assistir televisão. Sua mente é aberta, seus interesses são diversos, e dentre eles há a literatura. O que te faz comprar um livro muitas vezes é a beleza das capas, edições em capa dura ou em couro, porque alem do prazer de ler, você também tem o gosto de exibir as coisas que possui. Talvez você nunca venha a ter uma estante de livros,
mas provavelmente terá algumas obras compondo sua sala de estar, em cima de mesas ou em nichos. Gosta de ler, gosta de livros, gosta do assunto, mas sem se aprofundar demais. Talvez possua um ou dois autores prediletos e está sempre comprando algo escrito por eles, talvez tenha um gênero literário, como terror ou gastronomia e não se importe em gastar um pouco a mais com essas obras. Dificilmente irá a sebos, prefere livros novos e quase sempre bonitos.
Dica: dê uma chance para livros edição econômica ou semi-usados, acredite, tem muito tesouro nos sebos.

30 a 39 Apaixonada por Livros 
Você gosta de ler, é frequentadora de bibliotecas, compra livros, pega emprestado com amigos, livros na sua vida possuem um lugar especial. Provavelmente tem uma estante ou prateleira, se ainda não tem, deseja muito ter um lugar para colocar esses objetos tão queridos. Gosta de promoções, gasta boas horas do seu tempo em lojas virtuais e físicas. Frequenta sebos, mas prefere livrarias. São raras as adaptações para o cinema que te agradam, prefere na sua maioria os livros por seus detalhes e possibilidades de usar a imaginação. Você consegue se controlar quando deseja um livro, raramente perde a razão por um, pesquisa, planeja, espera ficar mais barato, mas se a vontade de ler é muito grande, é sim capaz de extravagâncias, principalmente por considerar livros um investimento em beleza e conhecimento.
Dica: ouse gêneros literários e autores que nunca imaginou ler, quem sabe você não se surpreende.


40 a 49 Adicta Literária Leitor(a)
Já te criticaram, já te chamaram de louca(o), já te aconselharam terapias, dar um tempo de comprar e ler tanto. Quando o assunto é literatura as pessoas sempre te pedem opiniões, e você quando não sabe, corre para pesquisar, para saber melhor daquele livro e/ou autor, e se gosta, compra para ver se é tão bom mesmo. É capaz de ler livros sabendo que não irá gostar para ter o prazer de falar mal com propriedade. Morre de medo quando um livro que gosta vai ser adaptado para o cinema, principalmente, quando a capa de uma obra tão querida passa a carregar os rostos dos atores que interpretaram seus personagens. Prefere sempre o livro ao filme, e se já aconteceu o contrário sabe dizer cada um dos motivos para isso. Livros fazem parte da sua vida, são considerados amigos por você, são a companhia para os bons e maus momentos, e mesmo sem tempo, mesmo que seja uma página por dia, faz questão de estar sempre lendo algo. Gasta bastante com livros, frequenta livrarias, sebos, bienais, tem sempre a aba de uma
livraria virtual aberta, lê blogs ligados ao tema, coleciona imagens de bibliotecas, tem autores que ama (e que odeia), adora coleções, está por dentro de lançamentos e tem uma estante da qual morre de tanto orgulho por possuir (se não tem a estante padrão, tem um lugar onde guarda seus tesouros e adora olhar para eles). Considera livros uma herança a ser deixada, por mais que considere algumas obras caras, nunca acha que “é dinheiro jogado fora”, você sonha com livros e tem uma lista de tudo que deseja ter nesse quesito.
Dica: para não se ver em alguma enrascada financeira tente fazer listas de prioridade entre os títulos que deseja ter.

50 O inominável
Deve estar internado em algum hospício por não ter conseguido comprar ou ler todos os livros que deseja. (rs)





19 de set. de 2013

Meus prediletos

Marcelle, qual seu autor predileto? Lourenço Mutarelli e Stephen King, e por favor, não me faça ter que escolher um, porque assim serei obrigada a dizer que são também Nelson Rodrigues, Manuel Bandeira, Bruna Lombardi, Lygia Fagundes Telles e os quadrinhos da Maitena. E se isso para você não bastar terei que falar que gosto de todos que um dia me tocaram a alma, como Caio Fernando Abreu, Elvira Vigna, Quino com sua Mafalda e Mário Vargas Llosa, não satisfeita, direi que falta Gabriel Garcia Marquéz, portanto, não faça perguntas impossíveis de responder, pois já me vem a mente mais nomes, trechos e capas, como Cecília Meireles, Florbela Espanca, e todos da Editora Vagalume...

15 de ago. de 2013

Um pouco desse meu amor por livros

Sou formada em Belas Artes e pós-graduada em História da Arte, lápis sempre foi a minha maior paixão, lápis para desenhar e para escrever. Desenhava nas folhas que vinham no interior dos maços de cigarro, fazia modelos de roupas vitorianas e casinhas com a fumaça saindo da chaminé. Demorei a aprender a ler, foi uma tortura juntar as letras e formar palavras com elas, só consegui quando me disseram que era como desenhar, traços juntos criando formas. Fui alfabetizada lendo As Aventuras da Zazá, mas o primeiro livro que quis ler foi Pinóquio do Carlo Collodi, entretanto o primeiro que me marcou foi O Menino do Dedo Verde do Maurice Druon. Li vários da coleção Vaga-lume no período de escola, o Escaravelho do Diabo da Lúcia Machado de Almeida foi o que mais gostei e misturado a ele li Cristiane F. 13 anos, Drogada e Prostituída. Minhas primeiras aquisições foram biografias, a do Cazuza, Só as Mães São Felizes e de uma jovem chamada Luciana Scotti, Sem Asas ao Amanhecer.
E nessa trilha devorei Manuel Bandeira, Bruna Lombardi, Cecília Meireles, Adélia Prado, Raduan Nassar, Ligia Fagundes Teles, Nelson Rodrigues, Guimarães Rosa e a literatura brasileira se tornou uma obsessão. Só anos mais tarde que me permiti ler autores espanhóis, portugueses, franceses, americanos e ingleses como Federico Garcia Lorca, Florbela Espanca, Honoré de Balzac, Stephen King e Virginia Woolf. E por esses citados fica claro que não tenho preferências, gosto das letras, das histórias contadas, gosto da companhia envolvente de um bom livro. Posso me aventurar em literaturas nada convencionais como Zonas Úmidas da Charlotte Roche, as ditas “literaturas para garotas” da Maryan Keyes até o extraordinário Travessuras da Menina Má do Mario Vargas Llosa.
O que me importa é ter uma história para contar, e se vai me envolver como Rum: Memórias de Um Jornalista Bêbado do Conrad Thompson foi capaz de fazer, que seja bem vindo. Não baixo livros, gosto da capa, das páginas, de folhear, sentir o cheiro do papel, sou uma amante a moda antiga, apaixonada e fiel. Já amei Paulo Coelho quando mais nova, hoje percebo não ter mais paciência para a literatura que dita regras para a vida, que nos coloca todos no mesmo saco dizendo que há fórmula secreta para a felicidade, odeio pensar que somos tão tolos e limitados assim. Tenho recentemente o desejo de colecionar quadrinhos eróticos. Compro livros pelo prazer de sentir o cheiro deles, a alegria de desembrulhar o pacote e a satisfação de uma biblioteca particular, eu não compro pela moda, ou para parecer "inteligente", eu compro livros para ter a excelente companhia de deliciosas história mas, principalmente, para preencher minha vida com letras e personagens.

25 de jul. de 2013

Assumida

Tudo o que gosto eu assumo e tudo que eu não gosto também, a política da boa vizinhança fica falsa quando eu resolvo tentar aplicá-la, existem situações que eu me esforço e muito pois envolvem sentimentos maiores que a mágoa ou a vontade de manter distância que eu sinto, e por esses sentimentos eu faço esforços que chegam as vezes a ser quase insuportáveis, mas enfrento, sem necessariamente fazer papel de "olha como eu gosto disso ou de você".
Então se eu sou muito legal com alguém isso é sem interpretação, da mesma forma que se eu for agradável mas sem muita festa é também com sinceridade.
Esses teatros que as pessoas fazem ultimamente me frustram, fingir que gosta e esperar a pessoa virar para falar mal, dizer que é Atleticano mas curtir comentários de pessoas que só fazem desmerecer a história de luta desse time, dizer que adora cozinhar mas não saber a diferença entre ovo frito e omelete, que canseira dessa carência que faz as pessoas quererem ser o que não são, sentir o que não sentem e pior, fazer discursos que a vivência mostra que são apenas palavras vazias.
Não tem nada mais legal que ser quem se é e assumir isso sem medo do que irão pensar.

22 de jul. de 2013

Tendo a lua

Sinto por aqueles que fingem gostar, que inventam paixões só para estar na moda, que escondem lágrimas, que não comem o que os faz salivar por medo de engordar, sinto por quem nunca fez um carinho em um bicho de rua, que nunca ligaram para um amigo só para falar amenidades, sinto por quem nunca dormiu abraçado ao seu amor, quem nunca teve colo do vó, quem nunca perdeu noites de sono lendo aquele último capítulo do livro, sinto imensamente por quem vive para aparências das redes sociais, por quem não se importa com o outro mesmo que para isso tenha que se esquecer um pouco de si mesmo, sinto principalmente por aqueles que não se permitem experiências e sentimentos por medo dos monstros que vivem trancados em seus armários.

16 de jul. de 2013

O Natimorto, Lourenço Mutarelli

Sou uma quase incompetente para falar dos livros que gosto, Lourenço Mutarelli é mais que um escritor que tenho paixão e isso torna ainda mais difícil falar sobre esse extraordinário livro chamado O Natimorto.
Como me propus a falar nem que fosse um pouco dos livros que leio, vou tentar expressar a delícia angustiante que é ler O Natimorto.
Para começar posso dizer que ele faz um paralelo entre as fotos atrás dos maços de cigarro e as cartas do tarô de Marselha, trazendo para o personagem características muito interessantes que são seu vício, suas obsessões e a crença no sobrenatural.
O personagem principal nos carrega para seu subconsciente e nos faz embarcar nas suas frustrações e devaneios, enquanto uma cantora de voz tão pura que é impossível ouvi-la nos envolve em uma trama praticamente insana.
O desenho dos diálogos que lembram uma peça de teatro, o requinte das palavras escolhidas por Mutarelli, a dança dos personagens entre um cigarro e outro, a crescente constante no clímax dos acontecimentos e as revelações feitas a medida que a história se desenvolve, me fizeram devorar suas 136 páginas em algumas poucas horas e mal acreditar em seu final surpreendente.
Recomendo O Natimorto para quem não teme o limite entre a loucura e a total insanidade.

9 de jun. de 2013

Um Dia, David Nicholls (eu conto o final)

Terminei de ler "Um Dia", na verdade digo que terminei porque não dou conta de ler os últimos capítulos depois da morte da Ema, estou de luto, sinceramente abalada pelo fim dessa mulher que eu aprendi a gostar, com seu jeito sério e engraçado, com sua maneira de lutar pelo o que acredita e a determinação com que encarou os momentos complicados e felizes da sua vida.
Ema é aquele tipo de personagem que se parece com você, com sua amiga, com sua mãe, que tem características tão comuns e ao mesmo tempo tão marcantes que é impossível não se identificar.
Dexter, o amor da vida de Ema, que foi literalmente o amor dela, como homem, amigo, confidente, amante, que teve em Ema também o amor da sua vida, como mulher, amiga, confidente e amante, é um desses homens que demora a amadurecer, que não sabe como lidar com as dificuldades que enfrenta e acaba nos matando de ódio e pena durante todo o livro.
Entretanto, torcemos o tempo todo por eles.
E por isso estou aqui, perdida, sem coragem de terminar a leitura, porque para mim é impossível Dex sem Em, Em sem Dex (quem leu o livro vai entender essa minha referência).
Um colega de trabalho me criticou, disse que é só ficção, eu disse a ele que sinto muito por ele ser tão limitado, por não entender que quem ama ler sente por dentro todas as emoções que as palavras podem proporcionar, que o fato de eu estar sofrendo agora é sinal de que acabei de ler uma excelente obra, que foi companhia, conselhos, viagens e suspiros durante dias.
Não espero que quem não sente isso na pele entenda, como eu não entendo quem gosta de jogos de celular e tecnologia, como disse sabiamente um amigo meu "são paixões diferentes."
 Exato, são paixões diferentes, morro de pena de quem não tem a sua, de quem não se vê pagando caro por um livro, um celular, uma boneca ou uma caixinha de música que seja, pelo simples prazer de ter algo que realmente gosta, traz prazer e horas de encanto.
Tenho outras paixões, coisas que só quem vai a minha casa ou convive comigo percebem, pois são menos declaradas que os livros, mas me dedico a todas elas com a mesma intensidade, porque não acho perda de tempo ter sentimentos.
Estou muito sentimental, arrasada com a morte da Em.
Recomendo Um Dia de David Nicholls para quem gosta de amores reais e de sofrer bastante com o final.